
Taylor sugere que os selvagens da Antiguidade imaginavam que possuíam "alma" humana e este ponto de crença foi o embrião natural do pensamento, a partir do qual se desenvolveram todos os demais conceitos religiosos.
Uma vez que os primitivos começaram a pensar em sí mesmos como seres que têm almas, continuou Tylor, tornou-se patente para eles que outras entidades - animais, árvores, rios, montanhas, o firmamento, e até as forças da natureza - poderiam ter sido semelhantes dotadas. Foi assim que o espiritismo ou animismo veio a ser considerada a primeira religião!
Após está exposição Tylor afirma que com a estratificação das classes o politeísmo emergiu do espiritismo, e com o advindo da figura do monarca, este passou ser considerado o "deus supremo", ou seja no grau de evolução social, o monoteismo é a última das religiões e a religião é algo inventada pelo homem através de um processo histórico de evolução.
A teoria de Tylor ganhou amplo destaque na comunidade científica européia no começo do século XX, até que sua tese foi destruída por Wilhelm Schmidt, que documentou relatos de diversos povos primitivos, sobre os mitos da criação e constatou um "monoteísmo nativo" em centenas de povos. Em 1912 Schimit publicou sua obra monumental Ursprung Der Gotesidde ("A Origem do Conceito de Deus")que conta com 12.000 páginas distribuídas em 12 grandes volumes para provar a sua tese, que continua sendo válida nas melhores universidades do mundo.

Fonte de informação e dica de leitura - O Fator Melquisedeque, escrito pelo Antropólogo holândes Don Richarson.
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